Educar financeiramente as crianças ajuda a economizar nesse fim de ano

Poupança - economia das crianças


Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

A população no geral não foi educada financeiramente e, por isso, os índices de endividamento, e até inadimplência, continuam altos. Para mudar essa situação em longo prazo, o foco deve ser implantar programas de educação financeira nas escolas, construindo uma geração mais consciente no futuro. Mas é possível começar agora uma mudança de comportamento dentro de casa, evitando gastos excessivos nesse fim de ano.

 

Os filhos se espelham nos pais, então, esses têm que dar o exemplo, e são os pequenos gestos que fazem a diferença. Por exemplo, o cafezinho, a gorjeta e o doce depois do almoço são itens de pequeno valor que, no entanto, podem desestabilizar o orçamento. Isso porque não costumamos anotar nossos gastos e, muitas vezes, não sabemos onde foi parar o dinheiro.

 

Controlar as despesas, por menores que sejam, é um bom começo para o processo de mudança de hábito. E, assim, as crianças acabam, desde pequenas, seguindo o mesmo caminho e acostumando-se a administrar melhor o dinheiro que passará por suas mãos ao longo da vida. Isso ajudará muito a família como um todo a economizar nas compras de Natal.

 

Quem nunca foi ao shopping e acabou gastando bem mais porque teve que levar os pequenos junto? A solução para esse problema, entretanto, não é deixá-los em casa, mas sim educá-los – e se reeducar – financeiramente. Acredite, elas entendem muito mais do que imaginamos, e a consequência é um passeio mais agradável, sem constrangimentos e aborrecimentos.

 

Antes de sair de casa, junte toda a família para fazer uma lista dos presentes que pretendem comprar, incluindo o valor que podem gastar com cada um deles. Assim, fica mais difícil se render aos impulsos consumistas e aos apelos publicitários, que, por sinal, costumam ser agressivos nessa época do ano. As condições de pagamento facilitadas também nos fazem consumir mais, por isso, o ideal é comprar à vista e conseguir bons descontos.

 

Mas, para isso, é preciso ter dinheiro guardado especialmente com essa finalidade, o que a maioria das pessoas não tem. Sendo assim, se for parcelar, é preciso tomar alguns cuidados, como saber se vai ter a quantia necessária durante os meses que vier a cobrança e se esse valor a mais por mês não vai encavalar com outras despesas – como IPTU, IPVA, matrícula escolar, etc. – comprometendo o orçamento.

 

Caso as crianças ganhem mesada e queiram comprar alguma lembrancinha para o Natal – o que é uma atitude normal, pois elas se sentem “adultas” quando adquirem algo com o seu próprio dinheiro –, deixe que ela o faça, mas sempre ensinando-as a gastar com consciência e mostrando que o mais importante do Natal não são os presentes, e sim a união e a confraternização.

 

Não é difícil passar esse período de festas “de bem” com as finanças e começar o ano sem grandes problemas, basta toda a família estar focada no mesmo objetivo e respeitar o padrão de vida. 

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