10 dicas de livros sobre marketing digital editados em Portugal


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Depois de pesquisar dezenas de listas a indicar livros sobre Marketing Digital, percebemos que todas eram repletas de títulos importados. Será impossível indicarmos apenas livros publicados no mercado nacional? Desafio proposto, desafio aceite. Aqui está o resultado.

 

Se um dia ouvir falar da incrível história do homem que percorreu mais de 10 páginas dos resultados do Google, provavelmente este homem serei eu.

Eu sei que, em teoria, são poucos os que passam para a segunda página e que ninguém chega à terceira. Porém, eu estava determinado, tinha de encontrar uma lista, pequenina que fosse, apenas com livros de Marketing Digital editados em Portugal.

Não consegui.

Portanto, resolvi criar eu próprio a tal lista. Depois de revirar livrarias e sites, descobri que teria muito mais do que as dez opções que me propus a indicar. Desta forma, juntei os que já conhecia aos melhores que encontrei. Por fim, resumi tudo às indicações que vou dar agora.

Sem mais delongas, vamos aos 10 bons livros sobre marketing Digital editados em Portugal.

1. Marketing 4.0 – Philip Kotler

 Marketing 4.0 – Philip Kotler

Trabalhar com Marketing e não conhecer Philip Kotler é como ser psicólogo e não conhecer Freud. É como ser músico e nunca ter ouvido Mozart. É como ser católico e não saber quem é o Papa. Já chega de comparações, não? Penso que já tenha percebido a importância de Kotler. Adiante, então.

Neste mais recente livro, “Marketing 4.0”, Philip Kotler convidou Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan, com quem já tinha escrito o “Marketing 3.0” para traçarem uma super atualizada visão do Marketing.

No livro anterior, “Marketing 3.0”, Kotler promovia uma leitura mais humanizada do Marketing para as empresas. Agora, a motivação são três fenómenos que mudaram o mundo nos últimos anos: o Google, as Redes Sociais e os novos serviços disponibilizados a partir de plataformas digitais.

Uma das inúmeras virtudes deste livro, é o facto de ser acessível e útil tanto para profissionais mais experientes, como para quem esteja a iniciar agora no Marketing Digital.

A visão do mercado e da componente estratégica também chama a atenção. Enquanto muitos autores praticamente antagonizam o digital e o offline, Kotler mostra como habilmente integrar estratégias tradicionais aos novos canais.

Apesar dos quase dez anos que separam os dois livros aqui citados, o aspeto humano abordado no Marketing 3.0 não perdeu relevância. Ao contrário, temos um novo consumidor que procura mais proximidade, mais informação e mais interação.

Este novo perfil de público já não quer apenas ser um consumidor. As pessoas querem sentir que também fazem parte das suas marcas preferidas. Por isso, o investimento em estratégias de Marketing de Conteúdo é uma tendência cada vez mais crescente.

Obviamente, esta é apenas uma visão geral do mercado. No livro, vai encontrar mais de 200 páginas com dicas, análises e estratégias preciosas.

2. Os 8 Ps do Marketing Digital – Conrado Adolpho

Os 8 Ps do Marketing Digital – Conrado Adolpho

Conrado Adolpho define-se como empreendedor e especialista em alavancagem rápida de pequenas e micro empresas. Com uma grande experiência também no Marketing Digital, criou o método dos 8Ps que é explicado ao pormenor neste livro agora editado em Portugal.

Segundo o próprio autor, atualmente este é o método mais utilizado no Brasil. Alegações à parte, o que os 8Ps apresentam é uma boa forma de organizar um projeto sem deixarmos muitas margens para falhas.

Os 8Ps definidos por Conrado são: Pesquisa, Planeamento, Produção, Publicação, Promoção, Propagação, Personalização e Precisão.

No livro, podemos ver de forma bastante aprofundada como aplicar cada um destes pontos para, através dos meios online, obtermos uma estratégia ainda mais eficaz. Tudo isso é explicado de forma didática e recheada de exemplos práticos.

Basicamente, o que temos aqui é uma estrutura organizada para aplicarmos técnicas e ferramentas já existentes. Uma vez que muitos profissionais têm dificuldades em estabelecer métodos de trabalho próprios, esta organização serve como uma espécie de checklist e acaba por ter uma utilidade inquestionável.

3. A Cauda Longa – Chris Anderson

A Cauda Longa - Chris Anderson

A Cauda Longa não foi escrito para definir regras para o Marketing Digital, mas para mostrar como a internet estava, e ainda está, a mudar hábitos dos consumidores.

Este livro já é um bestseller e, embora não fosse essa a intenção inicial, tem influenciado muito o Digital Marketing desde que foi lançado, em 2007.

Quem (assim como eu) tenha lembranças dos anos 80 ou da primeira metade dos anos 90, deve lembrar-se da influência que os “Tops” tinham nos consumidores. Em outras palavras, tudo o que estivesse numa lista de Top 10, Greatest Hits, etc., seria um sucesso de vendas.

A partir da popularização da internet, as pessoas passaram a ter mais acesso a conteúdos, mais opções. Com esta nova realidade, as listas perderam importância e o mercado de nicho cresceu como nunca. A lógica do mercado alterou-se para sempre.

Chris Anderson é editor da Wired Magazine, uma das mais influentes publicações sobre cultura, tecnologia, design, entretenimento e negócios, para além de ser uma publicação assumidamente defensora das chamadas tecno-utopias.

Após o lançamento do livro, o autor continuou a aprofundar o assunto no blog The Long Tail. Atualmente, as suas teorias podem ser acompanhadas pelo Twitter, na própria Wired ou no mais recente livro do autor, Free – O Futuro é Grátis, também lançado em Portugal.

4. Marketing Digital 360 – Vasco Marques

Marketing Digital 360 – Vasco Marques

Vasco Marques é uma figura incontornável para quem trabalha com Marketing Digital em Portugal.

Qualquer profissional que se mantenha atualizado, em vários momentos tem de se ter cruzado com algum curso, palestra, livro ou conteúdo online do Vasco.

Esta nova edição do livro Marketing Digital 360 vem numa versão revista, atualizada e ainda mais relevante, principalmente para quem esteja a embarcar agora neste novo mundo.

Para além de enumerar e de explicar todos os principais temas do Marketing Digital, este título tem a grande vantagem de trazer uma abordagem a partir da realidade nacional. Coisa rara na literatura técnica do digital.

A experiência do autor no ensino fica evidente na sua narrativa. Os assuntos são abordados de forma clara, com textos acessíveis, imagens exemplificativas, tópicos e todo o tipo de recurso aconselhado para uma boa formação.

Em resumo, este é um bom livro a recomendar para quem esteja a começar e precise de uma boa introdução ao assunto, mas também serve para refrescar as ideias ou para consultas rápidas de profissionais já experientes.

5. As Novas Regras de Marketing e Relações Públicas – David Meerman Scott

As Novas Regras de Marketing e Relações Públicas – David Meerman Scott

“A forma como as pessoas interagem entre si e com as marcas mudou radicalmente”. Se alguma vez teve a impressão de que frases como esta são recorrentes, isso não foi apenas impressão.

Definitivamente, o mundo mudou e o processo de mudança será constante e cada vez mais rápido. Neste sentido, todas as empresas e marcas precisam, com urgência, rever as suas formas de comunicar. Todos aqueles que não conseguiram acompanhar os novos tempos, desapareceram ou estão a desaparecer. Basta ver exemplos como a Blockbuster, Atari, Toys “R” Us, Yahoo! ou Blackberry.

Neste livro, o autor explora as novas formas de chegar diretamente ao consumidor, com uma enorme segmentação, com orçamentos muito mais baixos do que há alguns anos e, principalmente, com uma eficácia nunca antes vista.

Como o título sugere, no livro são abordadas as novas técnicas aplicadas a estratégias completas que incluem não apenas o marketing, ms também as relações públicas e a assessoria de imprensa. Em outras palavras, o que temos ali são técnicas de Marketing de Conteúdo aplicadas a estas competências.

David Meerman Scott foi um dos precursores do Content Marketing. Ainda no início dos anos 2000, quando era VP de Marketing da NewsAdge, o autor percebeu que o público reagia muito melhor ao conteúdo disponibilizado online do que às antigas técnicas de marketing e RP. Desde então, tem desenvolvido um enorme trabalho nesta área e já conta com mais de 10 livros publicados.

6. Marketing Digital na Versão 2.0 – Filipe Carrera

Marketing Digital na Versão 2.0 – Filipe Carrera

Se me pedissem um título alternativo para este livro, eu poderia sugerir algo como: “O Guia Prático do Marketing Digital sem Encheção de Chouriço”.

Filipe Carrera tem todo um percurso dedicado ao ensino e promoção das novas ferramentas de comunicação.

Seja como orador, professor ou coordenador de formações – em instituições como o IPAM, o IADE, o ISEG e a Universidade Autónoma de Lisboa – é responsável pela formação de centenas de bons profissionais que estão no mercado nacional. E não só, uma vez que o autor também é um reconhecido palestrante internacional, com apresentações em quase 50 países, e tem os seus livros traduzidos para inglês e espanhol.

Por tudo isto, temos aqui uma excelente ferramenta para aprender, aplicar e manter-nos atualizados. O projeto ultrapassa a fronteira das páginas. Num processo de ensino e de intercâmbio contínuo de conhecimento, a discussão continua na comunidade Marketing digital 2.0, no Facebook.

Estudantes, profissionais, curiosos, empreendedores são todos bem-vindos, uma vez que a linguagem e o conteúdo são transversais a todos. Mais do que interessante, este é um livro útil.

7. Ser Blogger – Carolina Afonso e Sandra Alvarez

Ser Blogger – Carolina Afonso e Sandra Alvarez

Num mercado editorial que aposta tanto em livros de bloggers, ter um livro feito para bloggers é uma lufada de ar fresco.

Não que eu tenha nada contra livros de bloggers e youtubers… Ok, até tenho um bocadinho e assumo aqui o pecado da generalização. Há ótimos bloggers, claro, mas também temos toda uma geração que vem na onda. E ainda há muitos que estão completamente perdidos sobre o que fazer, como fazer e onde fazer.

Escrito por duas profissionais experientes de marketing, este “Ser Blogger” explica exatamente o que promete na capa: como criar, comunicar e rentabilizar um blog. Dito de forma mais direta, o livro ensina como fazer a coisa toda de forma profissional.

Sim, a dica é mesmo essa, quem quer viver de blog não pode tratar o assunto a brincar. É preciso ter método, estratégia, conhecer as boas práticas e ter a consciência de que há aqui muito trabalho envolvido.

Apesar de ensinar técnicas universais, este é mais um livro escrito em Portugal a partir da experiência, da realidade e das especificidades nacionais. O que é ótimo.

Se eu mandasse alguma coisa em algum lugar no reino da internet, tornava a leitura deste livro obrigatória para quem queira ter um blog.

8. Marketing Digital & E-Commerce – Vários Autores

Marketing Digital & E-Commerce – Vários Autores

Antes de falar sobre o livro propriamente dito, vou começar por dar nomes aos “vários autores” do título. São eles: João Neto, Carolina Afonso, Inês Amaral e David Monteiro com a coordenação de Jorge Remondes. Todos profissionais experientes e a maioria deles com outros livros publicados. Neste mesmo artigo, já citei um livro da Carolina Afonso.

Sobre o livro, só pelo facto de abordar o e-Commerce, já merecia estar na lista. Não é exagero, visto que, no contexto digital, este é um dos assuntos menos encontrados na livrarias portuguesas. Porém, esta não é a única qualidade destas páginas.

A partir de uma leitura bastante leve, podemos percorrer uma espécie de passo-a-passo dividido por capítulos sobre como criar a nossa própria loja online. Aliás, como criar, gerir e potenciar as vendas.

Para além do livro, um site foi criado para a partilha e a atualização constante de informações, que pode ver aqui. Infelizmente, ao entrarmos na página, apenas encontramos uma apresentação do projeto e dos seus autores. A promessa da partilha ainda não foi cumprida. Aguardamos ansiosamente.

9. Torna-te um Guru das Redes Sociais – Miguel Raposo

Torna-te um Guru das Redes Sociais – Miguel Raposo

Para aprender a ser um guru das redes sociais em Portugal, nada como perguntar ao guru português das rede sociais. Aliás, não é preciso perguntar, pois Miguel Raposo dá todas as respostas neste livro.

Podemos definir o autor como o influenciador dos influenciadores digitais.

Este consultor já desenvolveu projetos com figuras como Nuno Markl e António Raminhos. Também dá apoio às apresentadoras Olívia Ortiz e Vanessa Oliveira, isso apenas para citar algumas das celebridades com quem trabalha. Também alguns dos Youtubers mais conhecidos nacionalmente são agenciados por este profissional. Não por acaso, ele muitas vezes é chamado “o agente dos youtubers”.

Neste livro, nenhum enorme segredo é revelado. Contudo, são dadas informações muito preciosas para quem pretende uma “carreira” como influenciador digital. E não se iluda, o percurso não é feito de facilidades, exige muito trabalho e dedicação.

As estratégias ensinadas e os conselhos dados nesta obra são mais do que apenas dicas, são um verdadeiro manual básico para quem quer alcançar o êxito na social media.

10. Digital Marketing Analytics –  André Zeferino

Digital Marketing Analytics – André Zeferino

Já temos defendido, aqui mesmo neste blog, que a capacidade de medirmos todos os resultados é uma das grandes vantagens do Marketing Digital. Porém, escolher as métricas e os indicadores de performance adequados ainda é uma das grandes dificuldades.

O autor acumula experiência profissional no mercado com um percurso como professor – em escolas como IADE, ISEG e Universidade do Minho – e esta bagagem de conhecimento fica evidente neste livro e na sua linguagem.

A leitura flui, as explicações são claras e as ilustrações ajudam em muito. Foi desta forma que André Zeferino conseguiu transformar um assunto aparentemente pesado em algo descomplicado.

Há tempos que defendo que não se implemente nenhuma estratégia sem que, antes, sejam definidas as suas métricas. Agora, arriscaria dizer que não se definam métricas sem, antes, terem lido este livro.

Esta é, portanto, a nossa lista de recomendação de 10 livros sobre Marketing Digital editados em Portugal.

Notem que evitei usar o adjetivo “melhores” para me referir a estes títulos. Achei que seria demasiado definitivo. O que posso dizer é que estes são os melhores que encontrei. Estes foram os que pude consultar e que recomendo.

Se tiver uma dica de outro título, ou se acha que esta lista foi injusta ao deixar algum livro de fora, as sugestões são muito bem-vindas. Vamos criar, juntos, uma lista maior.

Não podia terminar este texto sem uma consideração final. É verdade que a dimensão do nosso mercado não absorve os milhares de bons títulos que andam pelo mundo. Todavia, também não é mentira que podíamos ter muitos mais.

Em vista disso, para despertarmos a atenção das editoras e, assim, termos mais edições nacionais de livros internacionais e, claro, mais espaço para autores portugueses, a minha recomendação é simples: comprem os livros e evitem a pirataria.

Este não é um discurso moralista, apenas uma forma de jogarmos com a lei da oferta e da procura a nosso favor. Certo?

Estou à espera das vossas dicas ali nos comentários.

Paulo Stenzel

Publicitário e ex-punk rocker. Gosta de escrita, de música e de escrever com música. Pensa a criatividade de forma estratégica e as estratégias de forma criativa. Meio brasileiro, meio alemão, escolheu Portugal para viver.



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Diferenças entre Marketing de Conteúdo e Inbound Marketing


6 min. leitura

Marketing de Conteúdo e Inbound Marketing são como os melhores amigos, podem ter as suas diferenças, mas um não vive sem o outro.

 

Decidi começar este texto pela conclusão. Portanto, fica desde já dito que Marketing de Conteúdo e Inbound Marketing não significam a mesma coisa.

Não revelei o fim da história por rebeldia. Foi por considerar que esta é a parte menos importante a abordar nesse assunto.

É verdade que muita gente confunde o Content e o Inbound Marketing. Porém, também é verdade que, muitas vezes, dá-se quase mais importância aos nomes do que às estratégias propriamente ditas.

Como tenho defendido algumas vezes, se a estratégia for eficaz, pouco importa como a chamamos.

A Relação do Marketing de Conteúdo com o Inbound Marketing.

Uma vez que comecei este artigo a partir do fim, vou manter a coerência e falar da relação entre os dois conceitos antes de explicar cada um deles.

Inbound Marketing e Content Marketing são duas estratégias ainda muito recentes no Marketing Digital. Por outro lado, são duas técnicas tão próximas e complementares, que são capazes de confundir até mesmo os profissionais mais experientes. Mesmo aqueles que não têm dúvidas sobre as diferenças entre ambas, podem não ser unânimes sobre a forma como as duas se relacionam.

Para ajudar a elucidar um pouco as coisas, vamos ver o que diz o State of Inbound, o estudo anual da Hubspot. Já agora, a empresa que, simplesmente, inventou o conceito de Inbound Marketing.

Para um universo de 3.500 profissionais de marketing e vendas, a Hubspot perguntou como descreveriam da melhor forma a relação entre Inbound Marketing e Content Marketing. As alternativas de respostas foram:

  • São sinónimos.
  • O Marketing de Conteúdo é uma subcategoria do Inbound Marketing.
  • O Inbound Marketing é uma subcategoria do Marketing de Conteúdo.
  • Os dois são fundamentalmente diferentes.
  • Não sei.

Pois bem, para a esmagadora maioria, ou seja, para 60% dos inquiridos, o Marketing de Conteúdo é uma subcategoria do Inbound Marketing. Ao analisar a forma de implementação das estratégias, sinto-me obrigado a concordar com esta conclusão.

Para perceber melhor, agora sim, vamos às diferenças entre um e outro.

O QUE É INBOUND MARKETING?

É muito comum encontrarmos a imagem de um íman associada ao Inbound Marketing. Isso acontece porque o Inbound também é conhecido como Marketing de Atração.

Quem inventou o conceito, diz que o Inbound é o conteúdo que o cliente procura. Por outro lado, o Outbound seria o conteúdo invasivo, que interrompe o conteúdo principal.

Dito de outra forma, o Outbound seria a chamada publicidade tradicional. Sabem quando estão a ver um filme na televisão e, de repente, vem o intervalo? Pois é, a culpa, afinal, é do Outbound.

O princípio do Inbound Marketing é básico e totalmente adaptado ao novo perfil do consumidor.

Nos dias de hoje, sempre que tem um problema a resolver, a maioria das pessoas vai primeiro ao Google. Ali, fica a conhecer as soluções apresentadas por determinados produtos ou serviços.

O que o Inbound faz é oferecer a estas pessoas os conteúdos necessários para que elas encontrem respostas, resolvam problemas e decidam pela compra numa empresa específica.

Para ter noção da importância do Inbound Marketing, há dias eu conversava com um amigo que trabalha no marketing de uma marca automóvel. Ele dizia que, em Portugal, há pouco mais de dez anos, um cliente podia ir ao concessionário até 12 vezes, entre a primeira visita e o momento de levantar o carro. Hoje, este número nunca ultrapassa as 3 visitas. Isso significa que a maior parte da informação já foi anteriormente obtida. Consegue adivinhar onde, certo?

Para concluir, podemos dizer que o Inbound acaba por ser bastante pragmático. O seu objetivo será o de gerar leads e o de converter esses leads em clientes.

O QUE É MARKETING DE CONTEÚDO?

Podemos dizer que o Marketing de Conteúdo é o alimento do Inbound Marketing. Aqui, temos todo o conteúdo relevante que é criado e disponibilizado para informar, educar, entreter e manter uma relação com o cliente.

Se utilizássemos o exemplo de uma empresa, poderíamos dizer que o Inbound é o departamento de comercial e o Content é o departamento de Marketing.

Com isso, quero dizer que enquanto o Inbound tem o foco nas vendas, o Marketing de Conteúdo pode ter funções diversas como criar autoridade, notoriedade e relacionar-se com o cliente por muito tempo depois da conversão.

Note-se: quando dizemos que o conceito de Marketing de Conteúdo é novo, referimo-nos à sua aplicação no Marketing Digital.

A utilização de conteúdo como forma de marketing, na realidade, é bastante antiga. Esta técnica já era utilizada muito antes de ter um nome que a identificasse. Ou seja, reforço a ideia antes apresentada, de que a estratégia é mais importante do que a sua nomenclatura.

Apenas como um exemplo de estratégia de conteúdo no período pré-Internet, temos o Guia Michelin. Lançado pela primeira vez em 1900, este foi um guia turístico feito a pensar no mercado automobilístico que se desenvolvia na época. O Guia Michelin foi sucesso. Ainda hoje é uma referência, quase 120 anos depois da sua primeira edição.

O Content Marketing é mesmo uma subcategoria do Inbound Marketing?

Agora que já vimos a definição de ambas as estratégias, podemos retomar o assunto da relação entre as duas.

Conforme foi dito acima, tenho uma forte inclinação a concordar com a conclusão do estudo da Hubspot.

Vejamos: nestes tempos de Google, para gerarmos atração temos de ter conteúdos relevantes. Já sabemos que quem gera atração é o Inbound Marketing. Porém, quem cria conteúdos relevantes é o Content Marketing. Logo, o Inbound não vive sem o Content.

Portanto, se pretende uma estratégia forte de angariação de leads e de conversão em vendas, vai precisar do Inbound Marketing com muito apoio do Marketing de Conteúdo.

Se quiser ganhar mais autoridade, notoriedade e manter a relação com o cliente mesmo após a venda, desenvolva um trabalho consistente de Marketing de Conteúdo.

Espero que tenha ficado tudo claro. Porém, se não ficou, insisto no argumento: o que importa mesmo, é ter uma boa estratégia.

Quer descobrir mais sobre o Marketing de Conteúdo, descubra o nosso Guia Completo do Content Marketing. 

Paulo Stenzel

Publicitário e ex-punk rocker. Gosta de escrita, de música e de escrever com música. Pensa a criatividade de forma estratégica e as estratégias de forma criativa. Meio brasileiro, meio alemão, escolheu Portugal para viver.



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Facebook cria sistema de IA para analisar memes.


4 min. leitura

Chama-se Rosetta, é poliglota e perita a analisar textos em imagens e vídeos. Podia ser uma mulher, mas é só o novo sistema de Inteligência artificial do Facebook. Descubra tudo sobre este robot que promete acabar com o ódio entre os internautas.

 

O Facebook é uma plataforma com mais de 2.23 mil milhões de utilizadores ativos por mês. Já pensou no que isto significa? Significa que provavelmente, no momento em que estiver a ler isto, milhares de pessoas já publicaram uma selfie de bom dia. Que milhões partilharam aquela música que não conseguem parar de ouvir. Que a cada segundo que passa, milhares de pessoas de todo o mundo comentam as notícias mais polémicas do dia.

Com tamanho volume de informação, é impensável confiar a moderadores humanos a tarefa de filtrar os conteúdos. Muito menos, decidir quais deles respeitam ou não a política do Facebook. Para resolver esta questão, há muito que plataformas como o Facebook, Instagram ou YouTube recorrem a Inteligência Artificial para identificar conteúdos impróprios ou spam. No entanto, algo como um meme pode não ser assim tão fácil de analisar. Especialmente para uma máquina. Os memes, mémés, mimes – ou como lhes quiserem chamar – são umas das maiores tendências nas redes sociais. Porém, as suas piadas e mensagens implícitas nem sempre são as mais inocentes.

Conseguirá a IA perceber um meme ofensivo? Agora Sim! 

Apresento-vos a Rosetta: ainda mais inteligente, é capaz de processar vários elementos visuais diferentes, em simultâneo, e de “ler” palavras que estão sobrepostas a imagens ou vídeos. Resumindo, esta nova ferramenta do facebook é o sonho de qualquer robot. Graças à sua tecnologia de reconhecimento ótico de caracteres, e às suas técnicas de aprendizagem, esta máquina é capaz de detetar automaticamente conteúdos com discursos de ódio. Parece complicado, mas eu simplifico. Primeiro a Rosetta identifica onde está localizado o texto num meme ou até num vídeo. De seguida, transcreve e interpreta o texto. A extração do texto é dada em tempo real, imediatamente depois da imagem ser carregada. Rosetta analisa as imagens com texto de forma meticulosa. Desta forma, identifica sinais, textos que apareçam em montras, carros ou até cartazes, por exemplo. 

Um dos principais desafios prende-se com os diferentes tipos de mensagens. Especialmente no que toca a diferentes tipos de letra ou idiomas. Foram necessários muitos testes para que a equipa de Inteligência Artificial do Facebook encontrasse uma forma de permitir à Rosetta identificar e compreender linguagens como o árabe, que se escreve da esquerda para a direita. 

Por vezes é fácil contornar o sistema, como já aconteceu com a rede social chinesa WeChat.

Esta plataforma usa dois tipos de algoritmos distintos para filtrar os seus conteúdos. Enquanto um reconhecimento de caracteres analisa os tópicos proibidos, outro algoritmo censura as imagens que se parecem semelhantes às da base de dados da empresa. Contudo, investigadores da Universidade de Toronto conseguiram contornar estes filtros, alterando a orientação das imagens, a cor ou até outros detalhes mais subtis nas fotografias. Por vezes, pequenas alterações na composição, quase impercetíveis ao olho humano, são o suficiente para confundir um sistema de Inteligência Artificial. 

Apesar destas pequenas falhas, o CEO do Facebook Mark Zuckerberg afirma que estas ferramentas estão cada vez mais evoluídas e eficientes. São capazes de detetar todo o tipo de spam. Reconhecem ainda 99,5% de conteúdo terrorista e 86% de conteúdos que revelem violência de forma explícita. 

A Rosetta não é perfeita, mas é um passo para acabar com o ódio que tem vindo a crescer na internet.

Relativamente aos memes, não sei quanto a vocês, mas eu questiono a eficácia deste sistema. Nem sempre é fácil interpretar um meme e há imensos fatores que influenciam o sentido destas “piadas”. Por exemplo, o sítio onde foram publicados e o contexto que os envolve. Se por vezes é difícil para humanos interpretar um meme, imagine como será para uma máquina. Terá um sistema de Inteligência Artificial informação suficiente para perceber um meme de supremacia branca? Uma tentativa de piada homofóbica? Ou até uma imagem que desrespeite a igualdade de género? Não será necessário para tudo isto recorrer à sensibilidade, que é exclusiva dos seres humanos? 

Resta-nos esperar que estes sistemas se tornem progressivamente mais inteligentes. O que tem tanto de bom, como de assustador. Por enquanto, o melhor mesmo é continuar a contar com os utilizadores para denunciar os conteúdos impróprios e com mensagens de ódio. 

Cláudia Machado



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Testes A/B: o que são e como utilizá-los?

7 min. leitura

Aprenda sobre a utilização de testes A/B no marketing digital. Saiba como utilizá-los para obter mais tráfego e conversões nas suas páginas web.

Antes de mais, convém saber que os testes A/B podem ser realizados numa série de plataformas de marketing digital, incluíndo aqui neste artigo.

Os testes A/B, também chamados split tests ou testes de divisão, são fundamentais para aumentar conversões e indicar quais das suas estratégias estão mesmo a funcionar.

O termo surgiu do design de interação e basicamente refere-se à divisão de uma ação em duas variantes, por isso o nome A/B.

O objetivo é verificar hipóteses de usabilidade, experiência e aprovação. Por isso, pode aplicar essa experiência em redes sociais, num email marketing e até mesmo no seu SEO.

Quais são as vantagens de se fazer teste de divisão?

As principais vantagens de realizar um split test é que, por meio dele, pode ter certeza de qual é a melhor estratégia. Por exemplo, se possui uma página no Facebook e publica constantemente, pode testar que tipo de publicação funciona melhor para atrair mais tráfego através desta metodologia.

Basta criar títulos e descrições diferentes para a mesma ligação e, depois, partilhar para um determinado público. Após um período, que deve ser definido previamente, verá pela taxa de cliques (CTR) qual publicação ficou mais apelativa. Assim, poderá redefinir as suas prioridades dentro da rede social.

A mesma coisa pode ser feita com um email marketing. Basta escolher uma base de leads, preparar uma newsletter e escolher dois títulos para o email. Envie os dois emails com títulos diferentes para 10% da sua lista. Após um ou mais dias, poderá ver nas estatísticas qual dos títulos teve o melhor resultado.

Com este método evita que modificações sejam feitas numa landing page, email, publicação ou outro conteúdo sem saber quais são as suas consequências. Por esta razão é que os testes A/B são de facto tão eficazes. É uma forma simples de ter controlo sobre as suas ações em estratégias de médio e longo prazo.

Como e quando usar um teste A/B?

Parece tudo muito simples e sou capaz de apostar que já quer aplicar os testes A/B em todo o lado. Mas tenha calma! Não é em qualquer situação que vai haver a necessidade de dividir uma ação em duas para otimizar potenciais métricas importantes.

Também é preciso ter cuidado e saber quantos testes está a fazer em simultâneo. Do contrário, vai perder-se e poderá comprometer toda a estratégia e, inclusive, perder tráfego, leads ou conversões.

Outro momento que não parece adequado para testar hipóteses é logo quando iniciamos uma ação estratégica. É preciso deixar decorrer um certo tempo antes de querer testar formas diferentes de fazer as coisas. Até porque, sem volume, poderá tomar uma decisão incorreta. Então, é importante calcular a sua amostra antes do início dos testes.

A metodologia dos testes A/B também deve ser levada em consideração. Nada de apenas mudar coisas ao acaso sem fazer um bom estudo prévio. Nenhuma ação, em termos de marketing digital, deve ser tomada sem um porquê.

Se o seu tráfego está sempre a subir e tem uma boa taxa de cliques ou conversões, os testes A/B podem não fazer parte do melhor planeamento.

Normalmente eles são utilizados para compreender uma parte da trajetória do cliente dentro de um processo, com o propósito de melhorar as etapas que levam esta pessoa a concluir um objetivo.

Faça um teste A/B e meça os resultados nesta calculadora.

E a aplicação de testes A/B no webdesign?

Via de regra, os split tests em páginas web são realizados para determinar se as mudanças são positivas ou negativas. Por exemplo: as cores de um botão podem influenciar na taxa de cliques. A simples troca das cores pode levar a um aumento repentino de cliques. Assim como pode ocorrer justamente o contrário.

A única forma de saber qual a cor ideal para um botão é a experiência online controlada. Uma parte das pessoas que estão a aceder ao site verão de um jeito, enquanto que outras verão de outro. As métricas é que vão revelar qual botão deverá utilizar para obter seus objetivos.

Em algumas situações é bastante comum utilizar-se landing pages diferentes para concretizar este tipo de teste.

Teste A/B para pesquisa SEO

Sabia que pode aumentar o seu tráfego orgânico com a ajuda de um teste SEO A/B? Se tiver mais pessoas a visitar a sua página terá também mais conversões. Uma forma de fazer isso acontecer é apostar nos testes de divisão de SEO.

Atualmente, a prática é amplamente utilizada por empresas cujo foco é o consumidor direto. E é assim justamente porque o SEO depende da compreensão do que o utilizador quer. Apesar de toda aquela confusão com os algoritmos do Google, o processo dos motores de busca é, e precisa ser, humanizado.

Não é à toa que a engenheira de crescimento do Pinterest, Julie Ahn, provou que os testes A/B são essenciais para essa humanização. Aquilo que muitos chamam de magia, Julie afirma ser determinismo científico. Ela e sua equipa desenvolveram um experimento para compreender o processo de busca realizado pelas pessoas no Google.

Neste caso, eles optaram por fazer um teste de divisão de páginas segmentadas através do controlo de URLs. O que possibilitou que se fizesse mais de um experimento com diferentes grupos de pessoas.

O teste de Julie literalmente precisou de fórmulas matemáticas para que se pudesse perceber os resultados. Entretanto, ela destaca que há outras formas de se alcançar o sucesso com SEO, sem fazer testes complexos de divisão e segmentação.

Existem ainda algumas ferramentas online automatizadas que podem fazer este tipo de ação para si. Contudo, são caras e requerem um nível alto de conhecimento e experiência, por isso, se não for este o seu caso, talvez seja melhor deixar isso mais para frente.

E tenha muito cuidado ao fazer testes SEO A/B. Há o risco de penalização por duplicar páginas e autoplagiar conteúdos. E lembre-se, essas hipóteses são melhor aplicadas em websites grandes e com muitas páginas ou categorias.

Boas práticas de testes em SEO

Comece por definir um único elemento de teste. Realize um teste de cada vez, para que possa isolar o ajuste. Divida as páginas que deseja executar a verificação entre páginas de controlo e variantes. Faça alterações apenas nas variantes.

Para saber como calcular os resultados, avalie o número total de cliques orgânicos, ou seja, o número total de visitantes proveniente das Search Engine Result Pages (SERP), páginas de resultados do mecanismo de pesquisa.

As impressões também servem de indicativo de quantas pessoas estão a ver a sua página nas SERP. Se tiver mais impressões do que cliques, poderá ajustar o texto dos títulos e descrições para deixá-los mais atrativos.

Execute os testes por pelo menos 28 dias para obter um volume de tráfego considerável e bons resultados. Se fizer em menos tempo, poderá ter equívocos na leitura dos dados.

Nunca crie expectativas muito altas. Um teste bem executado é aquele que tem metas alcançáveis. Também não se esqueça de atualizar o sitemap e remover as páginas desnecessárias do índice. Este tipo de atitude melhora a ação dos crawlers do Google no seu site.

Acompanhe os dados diariamente no Google Analytics e no Search Console. Caso note variações negativas drásticas, pare imediatamente os testes A/B e procure entender onde está o problema.

Deborah Cattani

Deborah Cattani é jornalista com mestrado em Comunicação e experiência em marketing digital. Atua como redatora e analista de SEO, gere páginas em redes sociais e faz doutoramento em Estudos Culturais. Ama cinema, gatos, leitura e filmes de terror.

 

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Youtube Kids chega a Portugal


4 min. leitura

3 anos depois da sua criação, o Youtube Kids está disponível no nosso país. Conheça esta plataforma com controlo parental, que promete deixar os pais mais relaxados e os filhos ainda mais divertidos.

 

Quem tem filhos vai concordar comigo: o Youtube tornou-se no novo membro de todas as famílias. Passa os dias aos berros lá em casa. Vai connosco jantar fora e nem nas férias nos larga. É a solução certa para todas as choradeiras. Entretém nos momentos mais aborrecidos. Faz companhia aos mais pequenos à mesa, no sofá, na cama e até na casa de banho. É quase como se fosse o tio fixe que veio viver lá para casa.

Mas nem tudo é assim tão positivo quanto parece. Para além de ser uma dependência que desliga as crianças da vida real, o Youtube pode ser um mundo perigoso nas mãos de um menor. Nos primeiros tempos é simples: os pais só “clicam” no play para ouvir as músicas do canal panda em “repeat”. Mais tarde, já crescidos mas ainda pequenos, começam a explorar a plataforma e depressa podem chegar até conteúdo inapropriado. Mas tenham calma! Há uma solução para tudo – especialmente na Google.

A pensar nestas preocupações surgiu, em 2015 nos Estados Unidos, o Youtube Kids. Esta é uma aplicação gratuita, disponível para Android e IOS, agora também em Portugal. Curioso quanto às funcionalidades desta plataforma?

Fique com as 5 características deste serviço que o vão fazer descarregar a APP:

1. Possibilidade de criar até 8 perfis

Com o Youtube Kids, os pais podem criar perfis distintos para cada um dos seus filhos. Esta função é particularmente útil para crianças que partilham o mesmo dispositivo. E claro, os mais pequenos vão adorar ter o seu perfil individual, com vídeos e recomendações adequadas para o seu gosto.

2. Design atrativo e navegação intuitiva

O design da aplicação é totalmente adequado aos usuários desta APP. Esqueça a interface a que está habituado e prepare-se para entrar numa plataforma nova e simplificada. Icones grandes, cores garridas e personagens que vão conquistar de imediato os mais pequenos. Para além disso há ainda outros upgrades que vai adorar conhecer. Por exemplo, se o seu filho ainda não sabe escrever, não se preocupe: não vai ter de perder todo o seu tempo a fazer as pesquisas por ele. Com o YouTube Kids a pesquisa pode ser feita por voz. Tudo isto para que qualquer criança possa encontrar com facilidade e de forma independente todos os seus vídeos favoritos. Se por outro lado quer limitar a interação do seu filho, pode ainda desativar a pesquisa de vídeos. Desta forma, ele vai conseguir visualizar apenas os vídeos de canais aprovados por si.

3. Um temporizador que faz o papel de “mau da fita”

No que toca ao uso de aparelhos eletrónicos devemos aplicar a velha regra popular: “tudo o que é demais faz mal”. É que, apesar de os mais pequenos nem sempre compreenderem, há que estabelecer limites de tempo para estar na internet. Com o YouTube Kids não precisa de se preocupar com isso: a aplicação faz tudo por si. Basta estabelecer um tempo limite de utilização e, passado esse tempo, a aplicação termina sessão automaticamente. Não é incrível? Agradeça à google!

4. Configuração do volume

Nem sempre é fácil “aturar” os vídeos dos mais pequenos. Se já não aguenta as as melodias repetitivas que não saem da cabeça e não suporta as músicas que vêm sempre acompanhadas por uma dança, vai adorar saber que, com o YouTube Kids pode tornar tudo mais silencioso, sempre que quiser. Desative a música de fundo ou os efeitos sonoros enquanto o seu filho assiste aos vídeo e tenha um bom descanso.

5. Canais de confiança e conteúdos familiares

Todos os canais presentes nesta plataforma garantem conteúdos didáticos ou de entretenimento. Os canais e listas de reprodução, estão divididos em quatro categorias: Programas, Música, Aprender e Explorar. Desta forma as crianças podem desenvolver a sua imaginação e curiosidade, num sítio muito mais seguro.

E vocês, ficaram convencidos? Se for o caso instalem a APP e partilhem connosco a vossa experiência com esta nova versão do Youtube. E ainda mais importante, contem-nos o que acham os kids lá de casa.

Cláudia Machado



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Conheça os Ad Breaks e descubra como ganhar dinheiro no Facebook.


3 min. leitura

Os Ad Breaks ou intervalos comerciais chegaram a Portugal. Descubra o que são, como funcionam e perceba se tem o que é preciso para utilizar este novo formato de publicidade do Facebook.

 

Há muito que os intervalos e a publicidade andam de mãos dadas. Somos bombardeados com anúncios durante os intervalos das novelas na TV. No meio das músicas da rádio. No cinema entre sessões e enquanto aguardamos pelo filme. E era uma questão de tempo até termos intervalos com publicidade também no Facebook. Se não sabe do que estou a falar, provavelmente ainda não ouviu falar dos Ad Breaks.

Este novo formato do Facebook foi lançado no inicio do ano passado e criado a pensar nos editores e produtores de conteúdo em vídeo. Basicamente o que acontece é o seguinte: os anúncios são posicionados entre os videos que o utilizador publica, convertendo as visualizações em lucro!

Parece incrível não é? E aposto que já está ansioso por pôr os seus vídeos das férias a render. Mas calma. Nem todos podemos utilizar os Ad Breaks. Há alguns requisitos que precisamos de cumprir para estamos elegíveis para utilizar esta ferramenta.

Não tem 10.000 seguidores? Esqueça as receitas.

Em primeiro lugar os vídeos devem ser colocados em páginas, não em perfis pessoais. Por isso, se tem um projeto online, uma marca, se é blogger ou influencer, provavelmente é a pessoa ideal para utilizar os Ad Breaks. Para além disso, a página em questão deve ter mais de 10.000 seguidores. Desta forma o facebook garante que os anúncios terão alcance suficiente.

Vídeos de pelo menos 3 minutos.

Para começar a utilizar os Ad Breaks, certifique-se de que tem um vídeo suficientemente longo. Esqueça os vines e os gifs. Os intervalos comerciais só podem ser incluídos em vídeos com uma duração de, pelo menos, três minutos.

Click Bait? Está fora de questão.

As normas do Facebook excluem os conteúdos com informações falsas ou incorretas. Para isso, os vídeo são sujeitos a uma análise detalhada para verificarem se estão de acordo com os “Padrões de Qualificação”. Para além disso, todos os conteúdos que sejam artificialmente distribuídos e que apresentem valores de interação adulterados – como likes, visualizações ou comentários de usuários falsos – não estarão elegíveis para utilizar este formato.

Se está a questionar a viabilidade deste negócio desengane-se. Segundo o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, nas duas primeiras semanas em que foi lançado – nos EUA, Reino Unido, Irlanda , Nova Zelândia e Austrália – o Ad Breaks teve uma adesão de mais de 20% dos editores e criadores de conteúdo. Deste grupo de pioneiros, 10% obteve mais 1000 dólares só nos primeiros 15 dias.

Esta ferramenta será certamente um incentivo para atrair novos criadores de conteúdo e levar os atuais a produzir com mais frequência e melhor qualidade. E no meio de cada vez mais ruído publicitário, só os conteúdos verdadeiramente inovadores sem vão destacar.

Se ainda não se cruzaram com nenhum destes intervalos comerciais fiquem atentos, porque já estão a ser implementados em Portugal. O nosso país passa agora a ser elegível para este novo formato a par de Espanha, Bélgica, Dinamarca, Suécia e tantos outros. Parece que finalmente começamos a estar ao nível dos grandes países da Europa. Se bem que neste caso, preferia que se esquecessem de nós. Estão a imaginar o que é estar a ver um vídeo e, de repente, verem a imagem ou o discurso de alguém ser interrompido por um anúncio a giletes de barbear ou testes de gravidez? Ah, espere..já acontecia no Youtube.

Cláudia Machado



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O Google completa 20 anos e anuncia várias novidades para o futuro.


4 min. leitura

Foi em Setembro de 1998 que foi criado o maior motor do busca do mundo. Hoje em dia é muito mais do que isso. Venha connosco fazer um balanço destas duas décadas e prepare-se para as novidades que a Google preparou para os utilizadores.

 

Parabéns Google pelas 20 primaveras – e que belos anos têm sido. Mais madura do que a maioria dos jovens com a mesma idade, esta empresa é hoje uma das mais valiosas do mundo. A popularidade é obvia, a admiração dos utilizadores é consensual e os números falam por si.
Desde o momento em que surgiu numa garagem até aos dias de hoje, muita coisa mudou. No entanto, apesar de já ter conquistado o mundo, ainda há coisas por conquistar e alguns dos planos para o futuro já foram anunciados.
Foi na celebração do passado dia 24 de Setembro, em São Francisco, que o vice presidente de buscas Ben Gomes anunciou todas as novidades. Ao que parece, a Google está a planear mudanças drásticas na forma como o motor de busca funciona. Curioso? Nós desvendamos tudo!

Criação de uma nova experiência de pesquisa

Nem sempre as nossas pesquisas são momentâneas. A maioria das vezes fazem partem de um processo contínuo: como quando alguém passa semanas a fazer pesquisas para uma tese ou um trabalho de investigação. É, por isso, fundamental arranjar uma forma de consultar as pesquisas que queremos que continuem em curso. Como resposta a esta necessidade dos utilizadores foram anunciadas 3 novas ferramentas.

Cartões de Atividade

O Objetivo desta ferramenta é fazer com que os utilizadores possam aceder às suas pesquisas antigas, recriando tudo passo a passo. Os cartões vão ser segmentados e surgirão sempre que o utilizador fizer alguma pesquisa de temas já mencionados anteriormente. Segundo informações disponibilizadas pela google, esta feature estará disponível ainda no final deste ano.

Coleção de Pesquisas

Para além dos cartões, e ainda relacionado com os cartões e as pesquisas passadas, a google pretende implementar as Coleções. Desta forma, o próprio usuário pode armazenar conteúdos relevantes para consultar o futuro.

Sub-tópicos

Num futuro próximo, a google poderá entregar conteúdos relevantes para o utilizador, de acordo com os temas de interesse, dúvidas frequentes ou áreas de pesquisa mais exploradas.

Alteração da dinâmica das pesquisas

Na comemoração do aniversário da Google as notícias foram imensas, mas houve uma ideia que teve especial atenção por parte do Vice Presidente. Durante o evento, Ben Gomes referiu inúmeras vezes a necessidade de transformar a experiência de um motor de busca. Pretende-se que, cada vez mais, a google seja mais do que pesquisa, que seja uma experiência. A ideia é fugir ao conceito de feed e criar um novo, o “discover”. As descobertas serão um espaço pensado para imagens interativas, videos e conteudos recomendados de acordo com os seus interesses. Neste espaço o utilizador poderá ler notícias sobre os mais variados temas e nos mais variados idiomas. Imagine que prefere ler notícias em Inglês e entretenimento em Português: no Discover da Google poderá automatizar os conteúdos para que surjam desta forma.

Preferência por conteúdos visuais

Por fim, para além das mudanças de estrutura, também foram anunciadas algumas alterações a nível do conteúdo. A tendência aponta para cada vez mais conteúdos visuais e menos conteúdos puramente informativo.
O investimento será feito nas AMP Stories que foram anunciadas em Fevereiro. Este formato será equivalente às Stories do Instagram e agora terá uma imagem moderna e dinâmica. À partida, começará por ser destinado a celebridades e pessoas influentes, mas a ideia é que, no futuro, se expanda para os restantes utilizadores.
Como vê a Google está em constante crescimento. Contrariamente a qualquer outro jovem de 20 anos, é o orgulho dos seus pais: uma empresa independente, com os melhores números, uma notoriedade incomparável e ainda com um futuro brilhante pela frente.

Cláudia Machado



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O que é e como criar uma buyer persona


11 min. leitura

Mais do que apenas uma personagem fictícia, a buyer persona é um arquétipo que representa o cliente ideal de uma determinada empresa. Quanto melhor percebermos este cliente, melhores respostas poderemos dar.

 

Para percebermos a importância da buyer persona, vamos fazer um teste bastante simples.

Imagine um homem entre os 60 e os 65 anos, residente no Porto, que tenha de 1 a 3 filhos,  que possua uma licenciatura e que pertença às classes B ou C. Já tem uma imagem formada na sua cabeça? Ótimo, vamos ao próximo parágrafo.

O perfil descrito acima pode englobar milhares de pessoas, entre elas, o músico Rui Reininho. Contudo, eu seria capaz de apostar que, apenas com os dados apresentados, jamais se tenha lembrado do vocalista dos GNR. Estou certo?

Quando descrevemos um público demasiado genérico, apenas com dados demográficos, estamos a generalizar o nosso consumidor e, consequentemente, o nosso conteúdo. Quando personificamos este público, estamos a falar diretamente para uma pessoa específica. Estamos a falar para o nosso cliente ideal.

Acredite, este pequeno detalhe faz toda a diferença para o sucesso de qualquer estratégia.

O que são buyer personas?

Segundo Adele Revella, fundadora do Buyer Persona Institute, as buyer personas são arquétipos de clientes reais que ajudam profissionais de marketing a elaborar estratégias para promover os seus produtos e serviços.

No livro “Buyer Personas”, Adele afirma que, depois de uma série de entrevistas com clientes, ex-clientes e potenciais clientes é possível desenhar o perfil comportamental do consumidor ideal. A amostragem sugerida pela autora será de seis a dez pessoas.

A este perfil ideal é atribuído um nome fictício, uma fotografia também fictícia e uma descrição das suas necessidades, desejos e interesses. Esta será a buyer persona ou, simplesmente, a persona.

Como surgiu o conceito de Buyer Persona?

As buyer personas surgiram precisamente em 1983, nos Estados Unidos. O programador Alan Cooper, considerado o pai do Visual Basic, estava a desenvolver um software de gestão de projetos quando decidiu entrevistar colegas com o perfil dos utilizadores pretendidos.

Através das respostas obtidas naquelas entrevistas, foi criada uma utilizadora imaginária chamada Kathy. A partir do perfil de Kathy, foi possível criar um software que proporcionasse a melhor experiência possível para o utilizador.

Em 1998, Cooper publicou o livro “The Inmates Are Running the Asylum”, onde foram pela primeira vez mencionados os termos “buyer persona” (referindo-se ao cliente antes da compra) e “user persona” (ao falar do cliente após a compra).

Desde então, o conceito criado por Cooper tem-se desenvolvido e aperfeiçoado. Hoje, a persona é uma ferramenta indispensável para o sucesso das estratégias de marketing.

Qual é a importância da persona?

É muito fácil deixarmo-nos levar por imagens estereotipadas. Também é comum avaliarmos as outras pessoas a partir da nossa própria realidade, valores e costumes. Ambas as situações têm um grande potencial de criar ruído na comunicação.

Quando falamos de um público muito abrangente, não conseguimos ter uma noção dos desejos e necessidades de uma pessoa, apenas temos aquela imagem genérica do consumidor. Porém, como disse David Ogilvy, “o consumidor é a sua esposa”, ou seja, não é um ser abstrato, mas uma pessoa como várias das que conhecemos.

Os números não provocam empatia, as pessoas, sim.

Quando conseguimos olhar para o público como uma pessoa, não como um grupo sem cara, conseguimos sentir a sua dor, perceber a sua necessidade, entender as suas dúvidas.

Mas será a personificação, assim, tão poderosa?

Esta é uma questão recorrente nas formações e seminários que tenho dado. Para responder, costumo usar um exemplo da atualidade, triste, mas esclarecedor.

Sabia que, de 2014 a 2017, cerca de 1500 crianças morreram nas travessias de refugiados no Mar Mediterrâneo? Este número, apresentado pela Unicef, é chocante. Mas se não causar um grande impacto no seu dia, não tenha sentimentos de culpa. Na realidade, quase ninguém vai ficar a pensar nisso por mais de alguns minutos.

Por outro lado, lembra-se de Aylan Kurdi? Este é o nome do menino de 3 anos que foi fotografado, já sem vida, numa praia turca, em 2015. Aquela foto percorreu o mundo e causou uma enorme comoção internacional. Certamente, fez com que muitas pessoas passassem dias, ou semanas, com aquela imagem na mente.

Já parou para pensar porquê uma única criança morta teve mais impacto dos que as outras 1500? A resposta é fácil, quase óbvia, e diz muito sobre a forma como interpretamos as informações.

Mil e quinhentas crianças é apenas uma estatística e os números, como já vimos, são frios. A imagem de Aylan Kurdi personificou a criança, deu-lhe uma história, permitiu uma identificação.

Este é o poder da personificação, mesmo que a personagem seja alguém que não conhecemos pessoalmente, mesmo que seja fictícia, é impossível evitarmos a empatia.

Qual é a diferença entre Persona e Target?

No universo do marketing e da publicidade, desde sempre, um dos pontos fundamentais foi a identificação do target, ou público-alvo. Esta era, e ainda é, uma forma de sabermos para quem estamos a comunicar e a vender.

No entanto, o target nada mais faz do que segmentar o mercado. A partir de dados demográficos e socioeconómicos, são definidos perfis de grandes grupos.

A definição do público-alvo, contudo, não caiu em desuso por causa da utilização da persona. Ao contrário, para conseguirmos criar a buyer persona, obrigatoriamente teremos de identificar o nosso target.

A nossa buyer persona faz parte do nosso target.

Para que perceba melhor, vamos ver um exemplo onde a marca anunciante seja de um produto para dietas.

Exemplo de público-alvo

Mulheres entre 35 e 45 anos, licenciadas, classe C, residentes nas áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa, acima do peso ideal.

Exemplo de buyer persona

Inês, 37 anos, licenciada em letras, trabalha como professora numa escola pública. Casada, tem dois filhos, um de 4 e outro de 8 anos. Sente que está acima do peso, mas não tem muito tempo para si, o que torna difícil manter a disciplina do plano de dieta. Nas horas livres, gosta de ir a bons restaurantes, ler e ir ao cinema. A sua rede social mais utilizada é o Instagram através do telemóvel. Pesquisa conteúdos de cuidados pessoais no Google. O seu objetivo é perder peso da forma mais rápida, fácil e barata possível.

Repare que o perfil da buyer persona está perfeitamente encaixado no target e, ao mesmo tempo, como é diferente a perceção que temos de cada um dos públicos. Ao conhecer a rotina da Inês, os seus hábitos e necessidades, temos condições de apresentar soluções de forma muito mais pessoal. Tudo isso irá resumir-se a uma maior eficácia na comunicação e, consequentemente, nos resultados em vendas.

Como criar uma persona?

Qualquer criação de persona que comece com a frase “eu acho”, está mal.

Empirismos, suposições e ideias pré concebidas não são formas de estabelecer o perfil da buyer persona.

Para termos uma persona ideal, podemos seguir três caminhos:

  1. Pesquisa online – geralmente será apenas para traçar um perfil inicial;
  2. Estudo de mercado – esta opção é a que traz os dados mais completos e precisos, mas está ao alcance de poucos dado o alto custo que representa;
  3. Entrevistas – é o formato clássico, foi assim que o conceito surgiu e é a forma mais aconselhada. Para realizar uma entrevista, é necessário elaborar um questionário rigoroso. As perguntas a incluir vão variar de acordo com o tipo negócio, produto ou serviço. Porém, o foco principal será sempre o mesmo: conhecer de forma precisa o perfil do cliente.

De qualquer forma, apesar das diferenças encontradas nos diversos setores, há algumas perguntas que acabam por ser transversais. Vamos tratá-las por “perguntas fundamentais”. Vamos a elas, então.

Quais são as perguntas fundamentais numa entrevista para criação da buyer persona?

Como referimos antes, cada tipo de negócio terá as suas perguntas específicas. O que se pretende é uma persona bastante afinada e, quanto mais informações relevantes tivermos dos clientes, melhor será a persona.

Para ajudar na elaboração do questionário, ficam aqui listadas algumas sugestões de perguntas organizadas por categorias.

Informações Pessoais

  • Idade:
  • Estado Civil:
  • Tem filhos? Se sim, quantos e com que idades?
  • Em qual cidade reside?
  • Qual o rendimento médio anual?
  • Quais são as suas habilitações literárias?
  • O que mais gosta de fazer nas horas livres?
  • Quais são as redes sociais que mais utiliza?
  • A que horas acede às redes sociais?
  • Consome mais conteúdo online no telemóvel ou no desktop?

Informações Profissionais

  • Qual a sua profissão?
  • Qual é o seu cargo na empresa?
  • A quem reporta?
  • Como é medida a sua produtividade?
  • Como é a sua rotina de trabalho?
  • Que tipo de ferramentas/ recursos utiliza na realização das suas tarefas?
  • Qual é o setor da sua empresa?
  • Qual é a dimensão da sua empresa (número de empregados)?
  • Quais são os seus principais objetivos profissionais?

Desafios

  • Quais são os maiores desafios na sua rotina de trabalho?
  • Quais são os maiores obstáculos que encontra para a boa realização de um trabalho?
  • Que tipos de soluções procura?

Informação e conteúdo

  • Onde costuma procurar informações, atualizações e conhecimento para a sua vida profissional?
  • Quais são as principais publicações, sites ou blogs que geralmente acompanha?
  • Em redes sociais costuma participar de forma mais efetiva? Preferencialmente a que horas? Através do telemóvel ou do desktop?
  • Hábitos de consumo
  • Onde costuma fazer a maior parte das suas compras?
  • Com qual frequência faz compras online?
  • Tem o hábito de pesquisar antes de comprar o que quer que seja?

Analisar os dados.

Depois de realizadas as entrevistas, vem a etapa seguinte: a análise dos dados recolhidos.

Nesta fase, o desafio será o de encontrar características comuns entre os entrevistados. Certamente, vão existir problemas, reclamações e vários outros pontos que vão convergir.

A partir destas coincidências, poderá ser criada uma espécie de média que vai indicar o perfil da buyer persona. Agora, basta criar a persona propriamente dita.

Dar vida à persona.

Finalmente, depois de recolhida e de analisada a informação, já podemos ver nascer a persona.

O ponto mais importante nesta fase é mesmo a personificação. A buyer persona deverá ter um nome, uma idade, uma profissão e uma rotina. Também é importante associá-la a uma fotografia e, sempre que possível, enriquecer a história, acrescentando elementos.

O que se pretende, uma vez criada a persona, é que ela seja vista como uma pessoa real. Temos de imaginar como ela reagiria a cada uma das nossas estratégias ou conteúdos. Temos de pensar nos problemas dela e encontrarmos soluções realmente satisfatórias.

Dê à persona uma história, um nome, uma idade, uma profissão e descreva o seu dia a dia. Pense nela como uma pessoa real, que vai pesquisar e interagir com o seu conteúdo, que vai comprar o seu produto.

Quantas personas criar?

Não existe uma regra para o número de personas a utilizar por uma marca ou empresa. A limitação prende-se com o número de estratégias. Ou seja, para cada estratégia, haverá apenas uma persona.

Em outras palavras, ter mais personas vai obrigar ao desenvolvimento de diferentes estratégias, o que vai exigir outros tipos de conteúdo e, claro, mais investimento.

Nunca caia na tentação de usar diferentes personas para o mesmo conteúdo, para a mesma estratégia. O resultado certamente será ser tão caro como ineficaz.

Para concluir.

Quem nunca utilizou uma buyer persona, no princípio, pode ficar um bocado cético em relação à sua real eficácia. Eu costumo associar esta desconfiança ao facto de estarmos a falar de personagens fictícias que, de certa forma, interferem no mundo real. Para muitas pessoas, isso pode soar como quase esotérico.

Contudo, a partir do momento em que assumimos a buyer persona como “alguém que conhecemos”,  a nossa estratégia será pensada especificamente para ela. Desta forma, toda a gente que se enquadra no perfil vai sentir uma identificação imediata com o conteúdo. Outra vantagem, é que não vamos estar a perder tempo a criar conteúdo para quem não interessa.

Claro que, assim como nas nossas relações pessoais, nem sempre vamos agradar prontamente à persona. Como em qualquer estratégia, são recomendados testes A/B que permitam rever e otimizar a nossa persona durante toda a sua vida.

Pronto para criar a sua primeira persona?

Se precisar de ajuda, pode utilizar o nosso gerador de buyer persona.

Se quiser saber mais sobres testes A/B, temos uma artigo específico sobre o assunto.

Também pode utilizar a nossa ferramenta de testes A/B.

Paulo Stenzel

Publicitário e ex-punk rocker. Gosta de escrita, de música e de escrever com música. Pensa a criatividade de forma estratégica e as estratégias de forma criativa. Meio brasileiro, meio alemão, escolheu Portugal para viver.



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Crie um blog de sucesso em 9 passos.


Criar um blog pode partir de vários propósitos como ganhar dinheiro, marcar autoridade e presença online, adquirir maior exposição para um negócio/organização, narrar devaneios literários, criar comunidades, etc.

Independentemente das utilidades definidas, primeiramente, é imperativo definir a sua finalidade. Escrever por gosto sem olhar a uma rentabilização ou obter tráfego e lucro com a sua expansão?

Os blogs são uma comunidade gigante de partilha de conteúdos e uma ferramenta incrível para gerar leads, indispensável às exigências e estratégias do mundo digital. Contudo, é necessário ter em mente que alimentar e desenvolver um blog é um trabalho exigente, que consome tempo, capaz de colocar à prova a capacidade de resiliência e a gravidade capilar. Acima de tudo, o importante é ser persistente, se é este o caminho para um sonho maior, as palavras de ordem são da monarca Isabel II: manter a calma e continuar.

A criação de um blog de sucesso assenta em 3 pilares:

  • Identificar o objetivo – para que quero criar um blog?
  • Elaborar um planeamento – o que vou fazer para alcançar o objetivo definido para o blog?
  • Definir uma estratégia – que meios vou utilizar para alcançar esse objetivo?

Para além destes pilares, há ainda 9 passos imprescindíveis:

1. Escolher um nicho de mercado

Escrever sobre o quê? Sem dúvida, escolher algo que realmente coloque o estômago a fervilhar borboletas. Um tema empático, que desperte o interesse em modo paixão, que torne prazerosos e confortáveis os processos de pesquisa, aprendizagem e posterior escrita.

A WPbeginner, uma espécie de “academia WordPress”, revela os temas e tipos de blog mais na berra em 2018:

  • Moda
  • Receitas
  • Viagens
  • Música
  • Estilo de Vida
  • Fitness
  • “Faça você mesmo”
  • Desporto
  • Financeiros
  • Políticos
  • Paternais
  • Pessoais
  • Filmes
  • Carros
  • Notícias
  • Animais de Estimação
  • Jogos

A realidade da blogosfera nacional enquadra-se bastante nesta estatística, de acordo com alguns dos bloggers portugueses mais influentes e premiados da atualidade:

Há que considerar a concorrência entre categorias. Tópicos concorridos tornam-se difíceis de vingar dado que acarretam uma forte competição. No entanto, tudo depende do objetivo traçado e da forma como decidimos entregar o conteúdo – na blogosfera pode-se criar uma boa primeira impressão no leitor várias vezes.

2. Escolher um domínio

 O domínio é a atribuição de um nome ao projeto web e é composto por duas partes: nome e extensão. A sua escolha comporta algumas regras básicas.

Escolha do domínio

  • Utilizar o nome próprio ou o nome do negócio? Simples, o blog será sobre uma pessoa individual ou sobre uma marca ou produto diferenciada do autor do blog? O mesmo pretende trabalhar o branding pessoal/profissional ou algo relacionado com o nicho em particular?
  • Curto e fácil de escrever – Menos é mais, por isso deve ser curto, simples e objetivo para se memorizar facilmente, evitar erros ortográficos e encaminhamentos para outros sites
  • Atenção aos nomes já registados – A evitar, pois o mais provável é a empresa afetada exigir a alteração de domínio ou prosseguir com medidas mais drásticas
  • Não usar números e hífens – Estes só confundem o leitor e tornam mais complicada a ortografia e a explicação do conceito do domínio

Escolha da extensão

A escolha da extensão – “.com”; “.pt”; “.eu”; etc. – é uma questão de preferência, mas há alguns aspetos a considerar:

  • Preferível escolher um domínio internacional – “.com”, “.net”, “.org” – se o site se dirigir a usuários de vários países. Estas extensões são uma opção fácil, dado que não impõe qualquer requisito ao registo, basta que esteja disponível.
  • Se o público-alvo são utilizadores de um país específico, melhor optar por um domínio de extensão nacional – “.pt”
  • É possível ainda registar o mesmo domínio em duas extensões diferentes, sem custos adicionais. Por exemplo, pode-se adquirir o site “lisboaconvida.com” (desenvolvendo o site sobre esse domínio) e registar um segundo domínio em “.pt”. Redireciona-se este para o primeiro e ficam dois num só, evitando possíveis imitações.

O preço de um domínio depende do leque de oferta das plataformas de alojamento. Enquanto que, um plano regular ronda entre os 10 e os 15 Euros anuais, um plano premium pode comportar outros custos, consoante os benefícios dos diferentes pacotes.

3. Escolher uma plataforma

A escolha de uma plataforma está intimamente ligada com o objetivo do blog. Apesar da variedade existente, a WordPress é a referência neste campo e apresenta soluções para diferentes tipos de blog.

WordPress.com

Se a intenção é ter um blog pessoal, sem grandes ambições de personalização e lucro, o WordPress.com serve perfeitamente, pois permite facilmente criar um blog. Basta ter um nome, conhecer a plataforma, escolher o template e dar largas à imaginação. O WordPress trata do resto: executa os backups e pontualmente exibe o blog na sua rede, atraindo visitantes. Tudo isto, grátis. Mas, tudo o que é de borla tem desvantagens e este produto não é exceção:

  • O domínio terá sempre atrelada a sigla “wordpress” – “dominio.wordpress.com” – só com planos pagos é possível obter um domínio exclusivo
  • As plataformas gratuitas têm anúncios, tornando a viagem no site chata, especialmente se a publicidade não for relacionada com o blog. A remoção dessa publicidade é a “pagantes”
  • Não é possível ter a própria publicidade no blog. Só a receber 25 mil visualizações por mês e, mesmo assim, a receita é dividida com o WordPress
  • Personalizar o blog através de plug-ins e extensões ou instalar ferramentas externas de análise de tráfego (Google Analytics, por exemplo) também é proibido
  • O site pode ser alterado ou apagado por obra do WordPress caso não se cumpram as normas dos termos de serviço

WordPress.org

Para rentabilizar o blog e dar-lhe um cunho profissional para uma carreira ou negócio, é aconselhável utilizar o WordPress.org. É gratuito, os únicos custos associados são o domínio e o servidor. Contudo, requer algum conhecimento técnico e familiaridade na ponte entre a criação do domínio e o alojamento do site. Do mesmo modo, demanda responsabilidade ao nível de atualizações, backups e tratamento de spam, tarefas facilitadas com a instalação de plug-ins apropriados.

Em contrapartida, oferece ótimas vantagens para tornar um blog a última coca-cola dos motores de busca:

  • Passada a fase de instalação/configuração, é intuitivo e fácil de utilizar
  • Controlo absoluto sobre o blog, sem o risco de ser apagado ou alterado por juízos internos (desde que tudo esteja dentro da legalidade)
  • Permite uma personalização adequada às exigências e fases de desenvolvimento do blog (usar templates personalizados, modificar arquivos, etc.)
  • Vasto leque de ferramentas (extensões e plug-ins) disponíveis que conferem funcionalidades interessantes
  • Permite a colocação de anúncios e o uso de outras estratégias para rentabilização
  • Utilização do Google Analytics ou ferramentas externas para análise de tráfego
  • Disponibilização de uma data de guias práticos que ajudam na instalação, tornando o processo mais acessível para quem não é entendido na matéria.

Para saber mais sobre outras plataformas, leia este artigo.

4. Escolher o alojamento

O alojamento web é onde se encontra a informação de um site e o serviço através do qual este fica acessível em qualquer parte do mundo através da internet.

Há imensas opções de alojamento e respetivos aspetos a ter em conta aquando da escolha. Para além do custo e qualidade, é importante considerar o nível de conhecimento em programação. Grande parte das plataformas de alojamento requerem alguns conhecimentos básicos, especialmente na instalação. Posto isto, são de privilegiar plataformas com a instalação do WordPress através de um só click e com uma boa assistência ao cliente. A BlueHost é das mais utilizadas a nível internacional. O seu plano básico oferece domínio gratuito, SSL gratuito (protocolo que assegura a encriptação de informação na comunicação entre o servidor e o browser), instalação WordPress através de um só click e 24h de serviço de apoio ao cliente.

Atualmente, alguns dos servidores nacionais mais utilizados para alojamento são: WebHS, Dominios.pt, PTisp, Webtuga e PT Servidor. A Dominios.pt, por exemplo, oferece um serviço semelhante à BlueHost, uma vez que o plano oferece o domínio no primeiro ano, o certificado SSL, instalação simplificada do WordPress e uma equipa especializada de suporte.

Mas, deve-se escolher um alojamento internacional ou nacional?

A diferença de custo entre um alojamento internacional ou nacional é pouca. Acima de tudo, a escolha deve depender da localização do público-alvo. Quanto mais próximo o servidor estiver do posicionamento de mercado, melhores resultados os motores de buscar vão obter para esse mesmo público-alvo. Por exemplo, se o público-alvo de um determinado site for na sua maioria português então faz sentido alojá-lo num servidor nacional – a performance será mais rápida, assim como a probabilidade de obter posições mais competitivas nos motores de busca. Outra vantagem em alojar num servidor nacional é o apoio ao cliente ser prestado na língua materna, o que é uma grande ajuda para quem não domine bem o inglês ou termos mais tecnológicos mais específicos.

5. Criar conteúdos memoráveis

Produzir conteúdos úteis, de qualidade e que se diferenciem da concorrência é fundamental para rumar um blog ao sucesso. Primeiramente, a estratégia passa por entender a audiência e arranjar tópicos interessantes que cubram as suas necessidades. Depois, é entregá-los de forma inovadora, com artigos de escrita adequada, vídeos, fotografias, podcasts, infográficos, entre outros.

Para partilhar conteúdos de forma eficaz é necessário um planeamento. É aconselhável a elaboração de um calendário editorial onde se detalha:

  • A frequência das publicações – semanais ou diárias ?
  • Quando publicar? Perceber quais os horários mais aliciantes para o engajamento do público-alvo
  • Que tipo de conteúdos publicar – artigo, fotografia, vídeo, etc.

Seguir um plano editorial cria disciplina, consistência e consequente habituação e fidelidade por parte do leitor.

Falta de inspiração para criar conteúdos? As dicas em baixo vão nesse sentido e são boas ferramentas para produzir ideias para artigos:

Seguir a concorrência

Observar a atuação da concorrência e que conteúdos geram mais tráfico, permite perceber que aspetos necessitam de ser melhorados na produção de conteúdo, tornando-o melhor, mais relevante e eficaz na resolução de problemas da audiência.

Procurar inspiração

É importante anotar todas as ideias que vierem à cabeça. Não só simplifica a escolha de temas para artigos como mantém um fluxo constante de ideias, que surgem de formas inesperadas – a conversar com amigos, através de livros, filmes, ou mesmo a fazer tarefas domésticas. Logo, estar munido de um bloco de notas ou utilizar um smartphone é uma ótima ajuda para não deixar escapar nada que possa vir a ser material criativo.

Manter o foco e segmentar assuntos

Para tirar o maior partido de determinado tópico há que segmentá-lo, distinguindo assuntos “macro” e “micro”. Se o tema principal de um blog é “viagens” e grande parte dos artigos estão circunscritos a essa temática, então este é um assunto “macro”. Um assunto “micro” advém da segmentação do “macro”, relacionando-se com este. Aqui, um assunto “micro” seria, por exemplo, “dicas para viajar mais confortavelmente de avião”. Desta forma, o foco mantém-se no nicho de mercado a que o blog se propõe, sem o desviar. Este é um erro comum nos bloggers quando começam a gerar tráfego, pois ambicionam gerá-lo noutros nichos. A longo prazo é uma má estratégia, uma vez que desvia a atenção dos leitores para assuntos descentralizados do conteúdo que querem consumir.

Reciclar e atualizar conteúdos

Reciclar e atualizar conteúdos é uma forma de manter o blog atualizado e a borbulhar novas ideias. Um artigo escrito há meses atrás pode, hoje em dia, compreender novos e melhores pontos de vista, traduzindo-se em material novo para o leitor.

6. Aprender SEO e gerar tráfego

Um site apelativo e com conteúdo perde valor se não for visitado e o seu conteúdo não consumido. É o que realmente importa para elevar um blog ao próximo patamar. Para tal, é fundamental perceber a mecânica do SEO (Search Engine Optimization) e como gerar tráfego orgânico.

Das ferramentas de Marketing Digital, o SEO é a que gera mais retorno de investimento. Um site bem optimizado para SEO permite conectar com os leitores que procuram exatamente o que este tem para oferecer, o que se converte em tráfego e lucro. Tal acontece através da segmentação e utilização de palavras-chave (keywords) nos conteúdos, apropriadas ao nicho de mercado em questão. O resultado é o posicionamento do site, produto ou serviço perto de quem o procura nos motores de busca, dando origem ao tão desejado tráfego orgânico. Para dominar esta ferramenta é essencial aprender a escrever e otimizar para SEO, assim como aprender técnicas para gerar tráfego orgânico.

7. Definir objetivos

Não definir objetivos para um blog é o mesmo que nadar numa maionese virtual. É importante impor metas para criar um fio condutor que motive a escrita e detete aspetos a melhorar.

Numa fase inicial é recomendável começar por objetivos simples:

  • Estabelecer uma meta razoável para tráfego orgânico
  • Marcar presença nas redes sociais, medir o tráfego e estabelecer um número de seguidores
  • Estabelecer uma meta razoável para o tráfego direto, importante medir o impacto do site

8. Consistência

É importante ser consistente, produzir conteúdo com frequência e sempre com qualidade. Este aspeto é especialmente importante na fase inicial do blog. É recomendável publicar diariamente em algumas redes sociais, e produzir dois a três artigos por semana. Assim, gera-se dinâmica e tráfego orgânico. Numa fase mais avançada, em que o blog já atingiu métricas desejadas, a frequência dos artigos pode ser menor, um a dois artigos por semana, por exemplo.

A consistência constrói confiança, fidelidade e tráfego consistente, razão pelo qual nunca se deve descurá-la, muito menos a qualidade dos conteúdos. É preferível escrever um artigo por semana mas de conteúdo memorável que dois ou três que não acrescentam muito à experiência do leitor.

9. Investir no blog

Investir num blog é abrir o potencial do projeto. Com um orçamento simpático é possível revigorar o “look” e o dinamismo de um blog. Eis algumas dicas proveitosas:

Criar um logotipo

O Adobe Illustrator e o Photoshop são ótimas ferramentas para criar um logo. Para quem não é expert, o Canva é uma ferramenta confortável e fácil manejo. Investir num designer também é uma alternativa inteligente, não só há mais confiança no resultado final como é garantida uma imagem profissional

Investir num tema

Os softwares de blogs apresentam temas gratuitos, no entanto investir na compra de um permite mais liberdade na manipulação e personalização do layout, conferindo uma imagem mais profissional

Criar anúncios no Facebook para divulgar os artigos

Para além do alcance orgânico é vantajoso investir em anúncios no Facebook para aumentar a audiência. Com um investimento baixo é possível fazer campanhas vantajosas

Criar uma newsletter e investir em e-mail marketing

Ótimo método para captar contatos e comunicar diretamente as novidades com os leitores, criando laços e empatia.

E então, prontos para dar o motor de arranque à criação de um blog?

Maria Lopes



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