Políticos devem pensar na saúde financeira além do mandato

Plenário do Senado Federal


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(Fonte: Wikimedia Commons)

Com todas essas discussões políticas acontecendo, é um ótimo momento para falar sobre saúde financeira dos políticos. Ao serem eleitos, todos passam a receber um ganho mensal; trata-se de uma remuneração como qualquer outro posto de trabalho. É uma profissão que requer conhecimento e, acima de tudo, experiência.

Mas assim como qualquer outra profissão, os políticos também não aprenderam como administrar o dinheiro ganho. Eles sofrem da mesma ausência da educação financeira, o que é preocupante, pois o tempo de permanência nos cargos é curto, em média, quatro anos. Alguns conseguem se reeleger, em caso de serem reconhecidos pela sociedade, mas nem sempre isso acontece.

Sendo assim, um ponto de grande relevância é que, nos primeiro dois anos, o politico eleito tem que focar em mostrar o porquê foi eleito. Geralmente, nos outros dois, já terá que ficar de olho na continuidade; seja um prefeito para a sua reeleição, seja um vereador, que poder se reeleger por quantos mandatos quiser. Mas uma coisa é certa: trata-se de uma profissão extremamente carente de educação financeira.

Os políticos têm como missão servir a sociedade e, com isso, acabam se esquecendo de suas vidas e, muitas vezes, não se preparam para uma derrota nas próximas eleições, fazendo com que, nos anos seguintes, não tenham nenhuma remuneração, levando milhares à sua plena falência pessoal e familiar.

Junto com os ensinamentos de como administrar uma cidade ou legislar em prol dela, também se faz necessário a educação financeira para que possam, inclusive, entender melhor as contas pessoais e familiares de seus eleitores. Um político educado financeiramente certamente serve de exemplo, cuidando não só do dinheiro publico, como também do seu próprio ganho.

Um dos pontos altos que vêm acontecendo já em alguns municípios são os programas de educação financeira nas escolas públicas. São dezenas de prefeitos em conjunto com suas secretarias de educação que vem implantando essa nova disciplina na grade curricular das escolas.

Assim, é necessário que, desde o primeiro dia do mandato, já se planeje para quando o período acabar. É importante criar uma alternativa de renda ou não se distanciar de sua atuação anterior, garantindo, assim, o futuro financeiro e o profissional.

Se sua situação já for confortável financeiramente, as preocupações serão menores, mas, ainda assim, é importante que não se perca o foco das questões financeiras e que viva dentro de um padrão de vida dentro de sua realidade, pois, caso contrário, poderá ter que repensar o seu padrão de vida ao fim dos quatro anos.

Porém, se sua situação não for tão boa assim, cuidado, já passou da hora de fazer um diagnóstico em sua vida financeira. Como estão os seus ganhos e os seus gastos? Anote, por 30 dias, tudo o que gastar, separando as despesas por categorias. Dessa forma, você verá que comete muitos excessos.

Lembro ainda que, estar em um cargo público, executivo ou legislativo, significa ter algumas regalias, como carro à disposição com motorista e outros benefícios. Quando deixar o cargo, o político voltará a sua vida ao normal, por isso, é preciso ter muita cautela.

Há também os cargos de confiança, assessores e chefes de gabinetes, por exemplo, que também cumprem o mesmo período e, por isso, também requer preocupação quanto ao dinheiro ganho neste período.

Por fim, inicie imediatamente a poupar para o seu futuro. Defina objetivos de curto (até um ano), médio (de um a dez) e longo prazos (acima de dez), dentre os quais deverá estar o sonho da aposentadoria tranquila.

E qual é o valor de uma aposentadoria sustentável? A quantia que a pessoa deverá ter investido até a sua aposentadoria terá que proporcionar o dobro do seu atual padrão de vida, podendo sacar, mensalmente, apenas 50% desses juros e guardando o restante como reserva acumulada.

Pode parecer simples, mas, na prática, as pessoas têm que ter muito claro esse objetivo e se preocupar com outras questões, dentre as quais os investimentos devem estar em uma aplicação que nunca tenham rentabilidade menor do que 0,5% ao mês.

Administrar um cargo público não é algo simples, contudo, por mais que demande tempo, é fundamental que não se deixe de lado sua vida pessoal.

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